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Poucos jovens conhecem a importância da escolha de uma Carreira

May 10, 2011 às 16:43 por

O jovem, aos 13 ou 14 anos, passa por transformações radicais, que o deixam confuso, instável, suscetível às opiniões e aos valores provenientes de seu meio. Experimenta mudanças rápidas em nível fisiológico, e seu corpo é bombardeado por hormônios, responsáveis por uma nova visão de si e dos outros.

Nesse verdadeiro turbilhão de fatos novos, o jovem necessita obter informações sobre si mesmo, que lhe permitam definir, com mais clareza, o que se poderia chamar de sua personalidade. Entretanto, essa busca de uma definição de si não é tão simples, pois a necessidade de aceitação social, principalmente por seus pares, é muito grande.

Nessa fase, o autoconhecimento é praticamente inexistente para a maioria dos jovens. Entretanto, ter consciência do que são, do que gostam, do que são capazes, do que, de fato, desejam, é importantíssimo para poderem definir um projeto de vida futura, uma profissão, e muito mais, uma Carreira. Se os jovens – ao atingirem o momento de definição profissional – não tiverem isso bem claro, suas escolhas poderão ser somente cópias mal feitas do que as outras pessoas dizem e fazem.
A sociedade, a família e os amigos ainda têm uma visão preconceituosa em relação ao binômio: sucesso pessoal – nível de escolaridade.

Mesmo que um jovem deseje, com convicção, construir uma Carreira que não esteja associada a uma formação de nível superior, esta, na maioria dos casos, não é valorizada em nível social, familiar e até mesmo pelo próprio jovem, pois ele tenderá a se ver como “inferior” em relação aos amigos, que seguiram o padrão do seu grupo.

Na dúvida, os jovens acabam procurando qualquer curso de graduação para agradar aos pais e dar uma satisfação à sociedade. O importante é ingressar numa universidade, pensam eles. Não importa qual e nem o curso a ser frequentado.

O que se vê, constantemente, são jovens que concluem seus estudos superiores sem noção do que fazer com eles. Alguns engavetam seus diplomas, outros resolvem estudar para fazer concursos públicos para cargos e segmentos totalmente distanciados dos cursos de graduação por eles concluídos.

A impressão que tenho é que um número muitíssimo pequeno de jovens reflete sobre a importância da escolha de uma Carreira. A grande maioria nem sabe o que é Carreira e a confundem com profissão ou curso de graduação. Simplesmente, esta maioria segue uma tendência da moda, principalmente as que são trazidas pela mídia. Isso está longe de ser uma escolha verdadeira.

Os pais, confusos e pouco informados sobre cursos, profissões e Carreiras, quase nenhuma ajuda costumam dar aos filhos. Alguns, mais conscientes de suas limitações, se valem de profissionais que possam dar uma orientação mais precisa a seus filhos.
Neste trabalho de reflexão sobre escolha de um curso e de uma carreira profissional, deverão ser buscados três fatores fundamentais para a consolidação desse processo: as características da personalidade do jovem, seus interesses e suas aptidões.

É fundamental entender que aptidão, interesse e personalidade formam o tripé sobre o qual se define uma escolha profissional.
Da mesma forma que esses três fatores (A-I-P) são importantes e essenciais para a escolha de uma profissão, também são imprescindíveis quando se projeta uma Carreira. Essa vai além da escolha de uma profissão e de um curso de graduação e determina, basicamente, o nível de realização da pessoa ao longo de sua vida profissional.

A escolha e a preparação para uma profissão são algo que se dá num tempo reduzido (realização de um curso). A carreira é algo que se concretiza num tempo extenso, dinâmico. É um movimento que acompanha a pessoa ao longo de sua vida. É um projeto que tem início antes mesmo da graduação começar e que não acaba com a sua conclusão. É um caminho a ser percorrido ao longo da vida de quem realiza um trabalho que lhe deverá trazer prazer, realização pessoal e profissional.

Lamentavelmente, vemos poucas pessoas que se dizem realizadas profissionalmente. Muitos passam a vida trabalhando, sem experimentar, pelo menos, pequenas satisfações profissionais.

Em contato com vários jovens que, pouco tempo após ingressarem em seus cursos de graduação os abandonam, observamos que estes geralmente experimentam um sentimento de decepção, fracasso, medo de reprovação da família, insegurança, principalmente quando pensavam haver escolhido corretamente seu curso. Ficam surpresos ao perceberem que entrar numa universidade não é suficiente, se não encontrarem nela a ferramenta essencial para a construção da futura Carreira profissional.

Portanto, quando o jovem projeta uma Carreira, estabelece uma meta, um objetivo a ser alcançado e, a cada etapa vencida, sente a realização de um sonho.


José Luiz Belas
José Luiz Belas
Psicólogo especialista em Orientação de Carreiras com 40 anos de experiência profissional. Consultor da RHIO'S Recursos Humanos .

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