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Terras raras, nova fonte de riqueza na Mineração

September 9, 2011 às 13:34 por

O avanço da ciência e da tecnologia possibilitou a descoberta de novas matérias-primas para utilização na indústria de eletrônicos e numa gama variada de engenhos industriais: de I Pads a aviões caça militares. Tudo isso em razão dos minerais raros que já são estratégicos nos Estados Unidos da América e na China.

Terras raras, na linguagem científica, é o nome que está sendo dado a 17 elementos químicos, bem parecidos, que podem ser usados em computadores, celulares, super imãs, telas de tablets, painéis solares e em processos de produção de gasolina. A maioria deles é radioativa e de extração complexa. Mas sua exploração econômica está sendo considerada essencial, uma vez que estes minerais já estão sendo chamados de “o ouro do século XXI”.

As terras raras são representadas pelo lantânio, disprósio, térbio, neodímio, cério, hólmio, érbio, samário, európio, escândio, itérbio, lutécio, túlio, promécio e cadolíneo. Seu emprego se processa em lentes fotográficas e telescópicas, carros elétricos, mísseis teleguiados, motores de avião e na miniaturização de smartphones e de tablets.

De minerais nobres, eles já se tornaram matérias-primas imprescindíveis à indústria de tecnologia de ponta e, igualmente, para os governos dos países desenvolvidos, engajados em programas armamentistas.

Os chineses detêm o monopólio desses minérios, com cerca de dois terços das reservas conhecidas em suas terras. Eles também são proprietários de grande parte das minas situadas em outros países e exportam 97% das terras raras.

Como sinal da relevância dessa riqueza mineral, os chineses nacionalizaram 11 minas existentes no seu país e limitaram as exportações em 30 toneladas por ano. Assim, elevaram em 1.000% a cotação dos preços dos minérios e desencadearam uma corrida por fontes alternativas existentes em outros países.

Nessa conjuntura economicamente rica, o Brasil desponta numa situação privilegiada, embora tenha apenas 30% de seu território mapeado. Nem por isso, seu potencial é desconhecido.

Estimativas, elaboradas pela Agência Norte-Americana de Serviços Geológicos (USGS ), calculam as reservas brasileiras em 3,5 bilhões de toneladas de terras raras, ou 52,6 milhões de toneladas de metal, especialmente o nióbio.

O tântalo, outro mineral nobre, utilizado para aprimorar a bateria dos telefones celulares, concentra, no Brasil, 14% da produção mundial, dispondo de 50% das reservas conhecidas. As pesquisas independentes, realizadas por mineradoras nacionais, descobriram inúmeras jazidas em cidades do Amazonas e de Roraima e, particularmente, na reserva indígena Raposa do Sol.  Ante o resultado, algumas empresas já se dispõem a explorar essas riquezas que se tornaram economicamente viáveis.

A indústria da microeletrônica também se apóia na exploração desses insumos. As riquezas brasileiras nesse campo são fartamente conhecidas por organismos internacionais. Mas o Brasil precisa identificar seu manancial e, ao mesmo tempo, estabelecer as condições para sua exploração.

 


Denise Retamal
Denise Retamal
Diretora Executiva da RHIO'S Recursos Humanos. Possui mais de 20 anos de experiência nas indústrias de Mineração e de Alta Tecnologia. Especialista em Gestão de Recursos Humanos, com forte atuação em Recrutamento e Seleção de Executivos, Gerentes e de Equipes completas para novos Projetos em nível mundial.

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